sábado, 29 de março de 2008

Alma

Alma é um termo que deriva do latim Ănima, este refere-se ao princípio que dá movimento ao que é vivo, o que é animado ou o que faz mover. De Ănima, derivam diversas palavras tais como: animal (em latim, animalia), animador, ...

Filosófica e religiosamente, é definida como a parte espiritual do Homem, que se julga continuar viva após a morte do corpo, podendo o seu destino ser a beatitude celestial, uma temporada no purgatório ou o tormento eterno. Segundo este ponto de vista, a morte é considerada como a passagem da alma para a vida eterna, no domínio espiritual. A grande maioria das religiões, cristãs e não-cristãs, concorda em linhas gerais com esta definição. O conceito de uma alma imortal é muito antigo. De facto, as suas raízes remontam ao princípio da história humana. O hinduísmo crê na transmigração da alma (princípio individual - âtman) ao contrário do budismo, que não crê numa alma como é entendida no ocidente, mas somente numa sequência de um momento de aparecimento que dá origem ao seguinte, de forma que a morte representa simplesmente uma nova forma de aparecimento, como ser humano ou animal, no céu ou no inferno.
Wikipédia

Carolzita
Publicado no Recanto das Letras em 18/08/2007
Código do texto: T612793

Simplesmente Eu... Palavras soltas ao vento...

Nunca sei bem o que dizer de mim...
Nem como me posicionar perante tal abordagem, mas vamos lá; acredito que sou alguém assim:

Metade virtudes, metade defeitos...;
Sem preconceitos;
Uma alma sem gémea, a espera do feeling;
Um coração por preencher, carente de complemento, compartilhar;
Dona de uma rotina assoberbada e stressante, a qual não sei como viver sem; Amante da boa leitura, da música, da escrita e ecléctica em ambos os aspectos, por vezes excêntrica, em outras extremamente apaixonada, mas mantendo me sempre uma amante da vida e das boas amizades, consoante minha jornada considero me viajante de um mundo,de escritos e corações, caracterizado por uma dose de piada, nomeadamente sensível, buscando consolo nos prantos, pois as lágrimas lavam e aliviam a alma...
Considero me um ser pensante, claro "penso logo existo"... heheheh, vivente, falante, extremamente falante... hehehehehehe
De bem com a vida, pelo menos tento, ao acordar fazer minha escolha certa, e passar o dia de bom humor, enfrentá-lo de forma positiva, optimista, de bem com o mundo, e com os seres humanos...
Crente na bondade humana, até que prove o contrário...
Louca, maluquinha, porém sincera e frontal, sem meias palavras...
Inimiga dos mentirosos, mas amiga leal dos verdadeiros..
Companheira, conservadora em alguns aspectos...
Liberal... até o limite do escândalo, pois detesto situações destas... rsrsrs
Apreciadora do diferente e adepta as mudanças, e aos novos desafios...
Sonhadora, de pés no chão...
Amiga de Deus e dos que O acompanham...
Caprichosa, mimada, manhosa, e extremamente carinhosa..., encantadora, maliciosa, única...hahahaha..., pois se existissem duas Carolines davam em doido...
Sorridente, consequente por vezes em demasia...
Segura dos meus sentimentos , deixando abertura para fluirem de maneira natural...
Por vezes inconstante , com actos antagónicos como todos , choro, risadas, tristeza, alegria, boas gargalhadas...
Agradeço os momentos sublimes e os instantes difíceis, pois são responsáveis pelo meu maior e mais inerente aprendizagem,
Amo a família, prezo muito este lado, são considerados meus tesouros, minha mãezona, meus filhos, meus irmãos, minha vó, meu vôzinho que amo muito, meus tios e tias, primos, todos sem excepção...
Vivo o presente com carinho, responsabilidade e com a promessa de um futuro, caminhando de forma a estar preparada para os percalços, ou pelo menos entender, compreender, aprender e ultrapassar deixando a página virada... Pois quem vive de passado é museu...rsrsrsrsrs
A vida não pára e vou com ela , aproveito tudo de bom que ela oferece/proporciona...Desde uma intensa , louca e avassaladora paixão até a capacidade de apreciar a mais bela das libélulas... imagem a qual identifico me...

Carolzita
Publicado no Recanto das Letras em 30/03/2006
Código do texto: T131176

Aprendi a aprender....

Nestes 31, quase 32 anos de vida aprendi muitas coisas, cresci e cresço a cada passo bem ou mal dado, mas sempre reta em minha decisões, sempre com cada vez mais cuidado para não ultrapassar os limites que podem influenciar e ou atrapalhar de uma forma qualquer o espaço do outro;
Aprendi que quando somos crianças por vezes pensamos, embirrados, que poderíamos ser gente grande logo e quando somos grandes queremos ser eternas crianças;
Aprendi que o dinheiro não pode comandar vida e sim temos que comandá lo, não deixando que se torne a maior das prioridades, pois podemos deixar a vida passar pela janela;
Aprendi que prender se ao passado ou tentar viver o futuro antes da hora pode fazer dessa forma que deixemos de viver o presente como deve ser, pois com passado já foi, está na lembrança, o futuro ainda está por vir e deve ser vivido espontaneamente, e o presente é um simultâneo de experiências do passado com os desejos do futuro;
Aprendi que é maravilhoso em um dia de frio ficar debaixo da manta, ver um bom filme romântico a tomar um chazinho quente, e tem a maior piada estar acompanhada de alguém especial...; Aprendi que temos que valorizar não o que se tem na vida , mas QUEM temos;
Aprendi que não podemos fazer com que alguém nos ame e sim deixamos ser amados, algo muito relevante na capacidade de entendimento e compreensão do espaço relativo a cada ser; Aprendi que não devemos ficar preocupados com as comparações acerca dos outros para connosco, pois cada qual é julgados consoantes os próprios méritos;
Aprendi que é preciso somente alguns segundos para abrir/provocar grandes/profundas feridas na pessoa amada, e muitos anos para curá-las;
Aprendi que por vezes podemos amar muito, intensamente mas não temos a capacidade ou a espontaneidade de demonstrar, inerente ao entendimento, ou até promover no outro a recepção da comunicação bilateral emitida por nós consoante a mensagens que usamos para transpor este sentimento, e portanto não existem culpados;
Aprendi que aprendemos a perdoar com a prática do perdão,e que não é suficiente que sejamos perdoados pelos outros somente, mas também por nós mesmos;
Aprendi que muitas pessoas podem olhar a mesma coisa mas vê las de formas diferentes, isto é algo subjectivo, peculiar...;
Aprendi que quando temos um amigo verdadeiro, devemos valorizá-lo, pois é aquele que sabe tudo sobre nossa história e nos aceita como somos;
Aprendi que devemos ser, promover e surpreender o mundo enaltecendo o lado positivo de cada um dos momentos que passamos...
Aprendi que nossas decepções são de nossa responsabilidade, pois por vezes esperamos e ou depositamos no outro expectativas que não podem ser ou que não nos podem ser dadas, e que devemos não esperar mas sim dar condições para o florescer das belas atitudes;
Aprendi que o olhar, um sorriso, um “obrigado”, um “adoro te”, um “por favor”, um “amo te”, um “ Tu és especial para mim”, são maneiras que podem desencadear a mais bela comunicação e demonstração de amor, na construção da vida através dos caminhos,por si e pela pessoa que está próxima...
e finalmente aprendi que continuo sempre a aprender a aprender...

Carolzita
Publicado no Recanto das Letras em 29/03/2006
Código do texto: T130728

Caminhos...

A vida...
Como não podia ser, mas é...
Ou seja como ela é...
Ao analisarmos de factos aquilo que temos, não obstante ao real, podemos em alguns casos chegar a conclusão que somos infelizes por não termos o que realmente queremos...
Existem um universo de explicações para estas situações, mas o mais provável é que para chegar à um determinado destino, podemos por vezes utilizar uma infinidade de caminhos....
Com voltas ou sem, pela via rápida ou não, simplesmente a caminhar rumo a um dado objectivo, e buscando não frustrar se com os percalços e ou imprevistos vindos sabe se lá de onde...
Por isso quando estamos neste dilema, devemos procurar, dentro das possibilidades, fazer daquilo que temos o que queremos, e continuar a caminhada em busca das metas propostas inerente a realidade, senso comum e crítico inserido em cada um....
Um bjo no coração das pessoas que na sensibilidades dos olhos assimila as palavras conduzindo as ao inconsciente afim de promover um transbordar sentimental e cultural...
Carolzita
Publicado no Recanto das Letras em 25/03/2006
Código do texto: T128470

O tempo e o vento....

O tempo, é um algo indispensável a vivência humana, catalogando coisas, pessoas, factos, momentos, fazendo das páginas da vida um perfeito portefólio, com registo de anomalias, erros, lapsos e principalmente ajuste dos sentimentos, a tristeza por exemplo proporciona um grande aprendizado, pois somente o tempo é capaz de curar as feridas por ela provocada e também age como PSI, psicólogo, psicanalista e psicoterapeuta, pois tem a nobreza para entender/compreender um grande amor,e também explicá lo, lógico que temos que perceber e ter capacidades de interpretá los, e fazer com que o esquecimento deste venha por tabela inerente a decepções e constatações de factos, os quais por vezes não aceitamos, o tempo sim é capaz, tem a sabedoria dos Deuses, força das ondas, e dotado de coragem para transpor as mais diversas barreiras...
Consoante tudo que já vivi, revivi, passei, repassei... Hoje mais corajosa como o tempo, tendo adquirido a capacidade de mover me por uma grande força interior, inerente aos meus tecidos, fazendo com que meu sangue tenha grande força para irrigar minha células, deixando me FUGAZ, FORTE, VIVA... VIVA sim, para ajudar o próximo na caminhada de construção do presente/futuro, pois o passado o tempo deixou pra trás e foi o um vento que passou, o trouxe e o levou, deixando o no PASSADO, nas páginas que podem ser recordadas quando prontos estivermos para aceitá lo dentro das circunstâncias vitais do ser humano, inserido na sociedade..... Sendo assim concluímos os seguintes aspectos a serem transportados para nossa memória autónoma e inconsciente: que o chegar e partir geram ambos muitas peripécias, ou até mesmo sentimentos sem explicação possível no âmbito do real, instantes vividos, mas por vezes uma miscelânea de palavras e acções deixam nos estupefactos com as maravilhas da vida e o que ela nos oferece e se tivermos bem atentos, a aproveitar as grandes oportunidades de crescimento interior, e assim as tristezas valem a pena se deixaram por segundo florescer aquele sentimento inusitado, peculiar, algo que se apresenta como um friozinho na barriga, o arrepiar do pêlos, aquela sensação da alma a saltar o corpo, uma emoção realmente inexplicável, indescritível, indelével... Acredito que se sentir assim, já valeu a pena... A parte que dói simplesmente deixamos na caixinha de recordações....

Assim este texto foi inspirado em alguém que acabei por conhecer virtualmente neste cantinho, RECANTO DAS LETRAS, és muito especial no seu jeito de ser Miguel, sinto me honrada de o ter catalogado nas amizades do bem, conhecedor de tão vasto talento e a pessoa que te move, a qual mencionas em teus textos deve sentir se orgulhosa de ser factor de inspiração para a mais bela combinação de palavras de sentido doce e profundo...
Carolzita
Publicado no Recanto das Letras em 24/03/2006
Código do texto: T127989

Feridas do tempo...

Ao olhar, acalentamente o Mar, como se as ondas mo quisessem algo dizer, por medo de auscultar algo que as feridas pudessem abrir, e ao acaso não suportar, as lágrimas acabariam por cair, e a face a percorrer, a reavivar um passado que muito me deu de bom, mas que uma abrupta atitude acabou por fazer meu castelo desmoronar, e em meu pensamento este estaria alicerçado, firme e forte... Foram dias de abismos, desfiladeiros os quais a saída não conseguia ver... De repente uma Luz, era Deus a transpor em meus pensamentos que a vida era um presente precioso e que estava a deixá-la de lado, transmitindo me que por vezes tem coisas ruins, e que deveria com isso aprender, tirar a minha grande lição, conclusão, os sonhos eram perfeitos e grandiosos, as expectativas é que superaram em relação a pequena pessoa que se afastou... Era algo inexplicável e ou imperceptível, mas para que procurar, e preciso vivenciar e aprender...
Aprenda pelo amor, pois pela dor custa passar, tome exemplos, ausculte factos, referencie vidas... momentos... instantes... Faça uma introspecção... Situe-se... Pergunte para si, se a vida que levas realmente é o que pretendes... e reconheça que a mudança nem sempre é ruim, quando a aceitamos e não somos pegos de surpresa... Observe o mundo, as pessoas a sua volta... Valorize sempre...
fica aqui um testemunho de alguém que viveu um intenso amor... Mas que pode voltar a viver, mas com certeza com personagens diferentes e num cenário peculiarmente avesso...
Carolzita
Publicado no Recanto das Letras em 21/03/2006
Código do texto: T126455

Eu a tempos...

Faz parte do caminho de cada um, amar e viver, e se deixamos a vida passar por nós, acabamos por ser um objecto, ou até mesmo um adorno fora de moda, apesar dos momentos de tristeza e angústia, temos que olhar para frente pois o Sol continua a brilhar, e a Lua a maravilhar nossas noites. Aprendemos muito com a derrota, aprendemos a corrigir os pontos falhos e, com a insistência e a persistência na mesma derrota, e a abandonar de uma vez o caminho fadado ao insucesso. Abrimos novas portas, e uma vida passa a existir para nós. A vitória e a derrotas nos dão grandes lições para sermos cada vez melhores e obter prazer com o poder de sermos nós mesmos aceitando e valorizando o diferente que vive em nós.... Também li algo muito interessante e gostaria de compartilhar, pois hoje comungo desta opinião em relação as pessoas que diz o seguinte: " Quem nos decepciona não necessariamente não presta. Ás vezes, a decepção é provocada por nós, que esperamos além do que elas podem dar. Isto é facto, temos que aceitar as diferenças e ou contorná las, faz parte da convivência com o ser humano." Falar de mim... algo meio complicado já vivi em tantas situações que aos 33 anos, quase 34 considero-me uma grande aprendiz da vida... Já amei imenso, ah e quero ainda amar muito mais... Devemos é demonstrar este sentimento para com o outro criando a certeza e segurança em relação ao cotidiano, devemos nos mostrar verdadeiramente, sempre comunguei desta opinião, mentiras e enganações, tô fora, as pessoas que me conhecem sabem desta característica minha, a qual considero primordial, sinceridade... Uma relação é criada com bases, de maneira alicerçada, com maturidade e comprometimento de ambas as partes, pode dar certo, ou não, isto depende de uma variedade de factores... Alguém muito especial que já passou pela minha vida, disse-me que o amor é uma plantinha que precisa ser adubada, regada, cuidada todos os dias para que tenha raízes fortes e saiba suportar os intempéries externos, que por acaso podem e vão aparecer. Porém a nossa não conseguiu sobreviver por diversas coisas que aconteceram... Mas ficou a aprendizagem, e a lembrança, com a certeza que existe um mundo para se explorado... E assim vivemos a vida fazendo o caminho ao andar, situações efêmeras podem ir e vir, mas a caminhada continua... Amo a vida, e mesmo que em alguns momentos esteja a leste, aprendi a a arte de viver e amar qualquer que seja a parte da minha vida e ou do que esta por vir, o importante é não ser fagócito e nem viver dentro dos problemas...

sexta-feira, 28 de março de 2008

Um dia

... Em meio a vida assoberbada Line sente um imenso cansaço, mas ao chegar a casa não deixa de consultar os email, pois estes preenchem o teu vazio no Universo, e recebe uma mensagem, inusitada, mas como sempre simpática responde com carinho e entre emissão e recepção destas, pela meio internauta conhece um belo Rapaz, bom pelo menos a percepção e perspicácia nomeadamente a valorização do ser humano aliada ao conceito e o sexto sentido feminino, acredita ser alguém especial, correm os dias (...) As trocas de mensagens pela net são quase diárias, e também as por esta via e pelo telemóvel, Line começa a despertar demasiada empatia e carisma, sente se ligada de maneira rápida e isto a assusta.... Como alguém que nem conhece podia desencadear estas miscelânea de sentimentos e sensações... Bom em um dado momento devido a demasiado pudor supera pela negativa as expectativas do Jovem Rapaz, em meio aquela situação conturbada acredita ter deitado abaixo algo que podia vir a ser um algo muito bonito, farta de mandar mensagens sem respostas, conforma se com a situação, visto que contra factos não há argumento, mas de repente uma resposta... Será? Conversam e optam por encarar de forma adulta e aquele súbito e impensado acto... Desta forma dão continuidade ao conhecer e deliciar com as diversas características comuns...
Depois de 62 dias após um contacto inicial, que partiu simplesmente de uma brincadeira, existe o encontro face a face, surpreendidos um com o outros pois já se conheciam um pouco internamente, tipo gostos, hobbies, profissão...De tudo um bocadinho, este é marcado por um inesperado beijo, e como....
Bom e assim vai Line com demasiado interesse, sem saber o que sentir, algo forte sim, mas o medo, por vezes fala mais alto, pelo simples facto de ter desencadeado uma relação descompromissada, algo como uma amiga íntima, de certa forma não resiste aquele jeito carinhoso e austero do jovem rapaz, mas dado as evidências sabe que a duração se caracterizará por algo efémero, visto que o rapaz não tenciona, fixar raízes, olha que a duração seja intensa no dado momento, e que quando a busca tiver fim, que este fique nas páginas do diário de Line, consagrado pela lembrança de uma linda história de paixão medida a distância com o descontrolo proximal.... Algo que concerne um GRANDE E LINDO MOMENTO...
Carolzita
Publicado no Recanto das Letras em 28/10/2006
Código do texto: T276324

Contos 5

"O gosto pela escrita não era recente.
Na verdade, Bela sempre gostou de expressar os seus sentimentos e emoções através das palavras.
A magia dos adjectivos, a procura do tempo verbal certo, o balanço da pontuação
e o lado metafórico das ideias constituiam para Bela a expressão da perfeição e do belo. A beleza, para ela, estava nas palavras.
Todo o resto era secundário. Desde cedo cultivara o prazer de escrever
para ela e para os outros. Os seus mais recônditos e profundos pensamentos
dava-os a conhecer através das suas palavras.
Gostava de partilhar. Sabia bem que escrevia com elevo,
num tom de sedução e encantamento. Dominava a sua língua e
tinha orgulho nisso. Sentia alguma vaidade quando, por vezes, alguém
lhe elogia alguns dos seus escritos. Tinha um dom, não havia dúvidas
disso! Por vezes, os seus textos eram densos, profundos, indo ao
âmago das questões. Outras vezes leves, denotando alegria. Não
escrevia com ligeireza e precipitação. Pensava as palavras e só
depois as vertia para o papel. Incontáveis foram as noites que no
seu pequeno quarto, com a janela entreaberta deixando entrar o
fresco da noite, escreveu belos e sentidos textos, numa tentativa de
perpetuar aquele momento e de o tornar único. Sentada de frente da
escrivaninha, no silêncio da noite, pensava no país que a acolhera e
no país que deixara para trás. Pensava na família e nos entes mais
queridos. Pensava no presente e no futuro. E escrevia em acto
contínuo e reiterado. Quando escrevia não o fazia para alguém em
particular. Os seus escritos não tinham um destinatário. No entanto,
nas últimas semanas escrevia a pensar em alguém e por vezes escrevia
para esse alguém, como num namoro, em que se dá e se recebe.
Sentia-se feliz por isso. Finalmente, os seus escritos tinham do
outro lado um rosto visível.
Alguém Especial"
Carolzita
Publicado no Recanto das Letras em 22/08/2006
Código do texto: T222906

Contos 4

"Sem saber o que pensar...
Bela encontra-se com a sensibilidade a flor da pele,
algo que mexe com o ser, o corpo, sentimentos, afinal com o todo,
corpo/alma/coração, se o telemóvel dava sinal, o coração ficava aos saltos a pensar
que aquele que a conseguira conquistar estava lembrar-se dela,
ou quando Bela abria o email, nem podes imaginar...
Estranho não!?!?!?, Porque portaria-se de tal forma?
Se simplesmente ele dava a Bela muito carinho e atenção, mas de maneira normal, sem promessas e nem falsas alegações, e o mais importante deixando-a ciente de que a empatia podia tão somente pode ser característica, mas e atracção física...?!?!?!?
Bela passava os dias a pensar nisso... E por acaso nem queria dizer...
Somente apetecia sentir, sentia e e pronto, não sabia explicar, pois é um facto;
Como uma pessoa aparece assim de repente, e dá uma volta de 360º,
como aquele jovem fizera a vida de Bela !?
Mas Bela estava convicta de que, o Jovem não tinha nenhuma responsabilidade
acerca dos sentimentos dela, pois era de dentro, intrínseco, sem que nem ao menos que apercebeste, e quando viu já o tinha guardado no coração...
Sabe, Bela ficava por entender como deixara que esta empatia adentrasse em
desta forma mexendo da maneira mais completa e absoluta possível com a vida dela,
dizer que estava a procura, acreditava piamente que não, simplesmente tinha decidido que já era tempo de abrir o coração para que nele entrasse alguém, mas isso em um dado dado momento, mas seria de maneira lenta e comedida, cautelosa, não por medo de sofrer e ou decepcionar, pois estas são situações inerentes a vida quotidiana e aos paradoxos que ela origina, sensualidade não sabia definir-se nest âmbito,
mas sempre procurava mostrar aquilo que acreditava ser, não sabendo esconder os sentimentos, tais como: decepções, anseios, alegrias, demonstrava claramente as emoções as quais estavas a passar, pela voz percebias e conhecia -a, pois Bela era transparente podendo isso ser uma vulnerabilidade ou não, podendo por vezes errar, ser demasiado expressiva, mas pelo menos mostrava-se na íntegra
Portanto queria gritar ao mundo para que aquele Jovem escutasse quem era a Bela, metade defeitos, metade qualidade, apaixonada pela vida, e que adora transmitir carinho, mimos, acreditando que cometia por vezes exagero, porque queria proteger, cuidar, fazer ser, estar e permanecer... E como a melhor forma de encontrar-se é perdendo-se na vida de alguém, acreditava ter se perdido na vida daquele Jovem... Desculpas pra que... Simplesmente aconteceu, e O Jovem não tinha culpa de mexer com a vida de quem quer que seja, e Bela estava consciente que não era a única pessoa a denotar tais características no Jovem, porque além de todas as coisas boas que transmitia... Ele era demasiado especial, pelo menos para Bela, desta forma resumia-se minha humilde insignificância perante este mundo tão vasto, mas queria que tivesse a certeza desta Menina que era Bela, e que aquele Jovem fizera com que Ela nascesse para o mais escuso desejo, e anseio, capaz da mais avassaladora das paixões, e por mais pessoas que tentassem entrar na vida dela e ou as que convivera anos de certa forma representaram pouco perante o universo, e o Jovem , ao contrário, surgiu no caminho de Bela e sem que esperasse e tão somente gravou o nome dele na existência dela... E estava grata por tamanho carinho e demonstração de subtileza, sem falsas promessas, sabendo que da parte daquele jovem tinha um pouco de reciprocidade... E e o que a fazia o adorar cada vez mais......
Carolzita
Publicado no Recanto das Letras em 22/08/2006
Código do texto: T222902